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Buscar

A busca


O ser humano é um ser pensante, inconformado e que busca descobrir o sentido da vida. Desde os primórdios, ele deseja entender as coisas e descobrir o significado de cada uma delas e qual a razão de ser das mesmas. O autor de Eclesiastes iniciou seu livro falando de uma vida sem sentido, sem significado, mas declara que dedicou-se com afinco, com um desejo sincero buscando descobrir qual o sentido da vida. Ele fez um estudo exaustivo e profundo na tentativa de encontrar as respostas para o dilema existencial. Ele é um homem do nosso tempo. Sendo assim, é importante ler e meditar no que ele diz:


Eu, o Mestre, fui rei de Israel e vivi em Jerusalém. Dediquei-me a buscar o entendimento e a usar a sabedoria para examinar tudo que se faz debaixo do céu. Descobri que Deus deu uma existência trágica à humanidade. Observei tudo que acontece debaixo do sol e, de fato, nada faz sentido; é como correr atrás do vento. O que está errado não pode ser corrigido; o que ainda falta não pode ser recuperado. Disse a mim mesmo: “Sou mais sábio que todos os reis que governaram em Jerusalém antes de mim. Tenho mais sabedoria e conhecimento que eles”. Então me dediquei a aprender de tudo: desde a sabedoria até a loucura e a insensatez. Descobri, por experiência, que procurar essas coisas também é como correr atrás do vento. Quanto maior a sabedoria, maior a aflição; quanto maior o conhecimento, maior a tristeza (Ec 1.121-18). 

O autor de Eclesiastes busca a resposta na sabedoria, mas a questão é que tipo de sabedoria buscamos e será que a sabedoria tem realmente a resposta final?


Quais são as lições que esse texto nos ensina?


A primeira lição que o texto nos ensina é que sem Deus a sabedoria torna-se frustrante, pois não nos dará respostas para o sentido da vida. O texto busca a resposta para o dilema da vida, pois o autor afirma claramente que a sabedoria é importante, mas não dá resposta aos problemas da vida. Na sua inquirição o autor chegou a três conclusões diante de seus questionamentos: a primeira é que o homem pode buscar um significado para vida sem pensar em Deus. A segunda realidade que ele apresenta é que sem Deus resta a frustração. Ele observou a vida terrena e, excluindo Deus das suas pesquisas, a vida não faz sentido. Viver sem Deus é viver numa frustração constante e numa ambição inatingível. Sempre querendo mais e mais e apenas encontrando canseira e enfado. A terceira realidade que o autor apresenta é que há momentos em que seu conhecimento não resolve os dilemas existenciais. Quando o homem busca suas forças em si próprio, chega um momento que se percebe limitado, pois não há mais respostas. A sabedoria humana é limitada e quando ela encontra o seu limite o que resta é frustração. O que o Pregador nos diz é que ao tirarmos Deus do nosso foco a vida fica insuportavelmente entediante e sem significado.


A segunda lição que o texto ensina é que buscar a sabedoria fora dos padrões de Deus se tornará algo enfadonho e aborrecido. É interessante notar que o pregador fala que há no ser humano um sentimento egoísta e, por isso, ele afirma que a sabedoria humana tem a característica de ser orgulhosa, egoísta, fazendo com que o homem pense ser mais do que o outro. Quando se busca a sabedoria excluindo Deus o que resta é confusão, pois a sabedoria humana suscita disputas, um querendo ser mais do que o outro.


O ser humano vive procurando um sentido para sua existência. Ele procura por respostas por ser um inquiridor natural. Muitos limitam sua busca apenas ao mundo natural, por ter posto Deus de lado. Entretanto, uns buscam a verdadeira fonte da sabedoria que se encontra fora, em Deus. A verdadeira sabedoria está em Deus. Sendo assim, quem a deseja deverá suplicar a Ele e aí descobrirá o verdadeiro sentido da vida.

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