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A oração


Em minha experiência enquanto leitor, gosto muito de ler biografias e conhecer a história de vida de pessoas que marcaram a sua passagem nesse mundo. Gosto também de saber sobre os seus feitos e a maneira como agiram em determinadas situações. Nesse sentido, uma das biografias que li e sempre volto a reencontrar-me com ela é sobre a vida de George Müller, que ficou conhecido como o homem de mais de cinco mil orações respondidas. Esse livro me faz refletir sobre o quanto a oração é algo sério e o quanto Deus leva a sério a oração de seus servos. O livro de Jonas, sabemos, nos apresenta um profeta em fuga e que desistiu do seu ministério. No entanto, Deus que o havia escolhido foi ao seu encontro para resgatá-lo. Deus, porém, esperou que Jonas, do íntimo do seu coração, clamasse a Ele, como poder observar a seguir:


Então, de dentro do peixe, Jonas orou ao Senhor, seu Deus, e disse: “Em minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu. Gritei da terra dos mortos, e tu me ouviste. Nas profundezas do oceano me lançaste, e afundei até o coração do mar. As águas me envolveram; fui encoberto por tuas tempestuosas ondas. Então eu disse: “Tu me expulsaste de tua presença e, no entanto, olharei de novo para teu santo templo”. “Afundei debaixo das ondas, e as águas se fecharam sobre mim; algas marinhas se enrolaram em minha cabeça. Afundei até os alicerces dos montes; fiquei preso na terra, cujas portas se fecharam para sempre. Mas tu, ó Senhor, meu Deus, me resgataste da morte! Quando minha vida se esvaía, me lembrei do Senhor, e minha oração subiu a ti em teu santo templo. Os que adoram falsos deuses dão as costas para as misericórdias de Deus. Eu, porém, oferecerei sacrifícios a ti com cânticos de gratidão e cumprirei todos os meus votos, pois somente do Senhor vem o livramento”. Então o Senhor ordenou que o peixe vomitasse Jonas na praia (Jn 2.1-10). 

Quais são as lições que aprendemos com esse texto?


A primeira lição que aprendemos é que Deus ouve o nosso clamor. Jonas, do fundo do mar, lá nas regiões mais abissais, ergueu sua voz a Deus reconhecendo-o como o seu Senhor e ao fazê-lo, nos ensina que quem caminha com Deus e o conhece sabe que Ele ouve as nossas orações e tem consciência de que o Senhor se relaciona de modo único e pessoal com os seus servos.


A segunda lição que aprendemos é que em nossa angústia devemos pedir socorro ao Senhor. Jonas desejou a morte, tentou fugir de Deus, mas o Senhor foi ao seu encontro e depois de ter passado a tempestade, no fundo do mar, quando sua vida estava chegando ao fim o profeta clamou ao Senhor. Logo, Jonas tinha plena consciência de Ele o salvaria. É interessante ver que o texto inicia afirmando que Jonas orou ao seu Deus, mostrando que mesmo tendo desistido de seu ministério e abandonado tudo, Jonas reconheceu que jamais poderia fugir para longe de seu Deus.


Jonas precisou descer às regiões mais abissais para poder erguer a sua voz em oração a Deus para reconhecê-lo como o seu Deus. Vais esperar chegar à beira da morte, no mais profundo dos abismos para poder erguer a tua voz em oração a Deus?

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