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A verdadeira felicidade



Todo ser humano almeja ser feliz, mas é muito difícil a pessoa viver feliz consigo mesma e com as situações de sua própria vida. O fato é que as circunstâncias, na maioria das vezes, tendem a gerar muitas preocupações e estas acabam por destruir a alegria e assim, a pessoa se vê envolvida num mundo estressante, assoberbada e cansada de tudo.


O apóstolo Paulo em uma de suas epístolas escreveu: “Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” (Fp 4.10-13). Esse texto chama-nos a atenção, pois Paulo declara que recebeu ajuda dos cristãos de Filipos e isso o deixou alegre, mas não alterou o seu estilo de vida. Ele declara que se não tivesse recebido nada, continuaria feliz. Ele declara que as coisas não são a fonte de sua felicidade. Ele diz que estava de bem com a vida. Portanto, quais são as lições que podemos aprender com o apóstolo Paulo?

A felicidade não reside nas coisas que ganhamos e muito menos da atitude de terceiros para conosco. Ele diz que o fato de ter sido lembrado o alegrou, mas a sua felicidade não estava presa a isto. Precisamos compreender que para sermos pessoas felizes, não podemos depender que os outros gerem felicidade em nós. Precisamos e devemos aprender a ser felizes e a felicidade acontece quando aprendemos a viver satisfeitos conosco próprios independentes das circunstâncias que tenhamos que viver ou estejamos vivendo.

Uma outra lição que Paulo diz é que a felicidade não depende do que tenho ou deixo de ter. Note que ele diz que sabia desfrutar de fartura, ter muito, como também a não ter nada e passar por privações. Há pessoas que passam a vida inteira amealhando coisas, achando que o ter é que dá felicidade. Investem forte no trabalho com o desejo de construir um futuro melhor e abdicam do presente e de desfrutar da vida e com quem está à sua volta. O desejo de ter, de possuir faz com que se tornem pessoas amargas e infelizes. Sim, podem adquirir muitas coisas, podem ter uma vida financeira magnífica, mas se perdemos a família, a sua essência, nos tronamos pessoas vazias e infelizes. Ter coisas e uma vida financeira equilibrada não é sinômino de felicidade. A felicidade é fruto de nosso aprendizado na vida. Paulo diz: “aprendi a contentar-me com o que tenho”. Não era um frustrado e muito menos alguém ansioso que desejava sempre mais. Era alguém satisfeito. O nosso desafio é sermos felizes em cada situação do presente e viver o hoje e não ficarmos agarrados a um ideal de futuro, que não sabemos se chegará.

O mais importante é aprender que a verdadeira felicidade encontra-se no fato de depender do Senhor. É fantástico ver que a fonte de sustentabilidade de Paulo não reside nele próprio, mas em Deus. Ele declara: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” O contentamento acontece quando se aprende a depender de Deus, nasce quando entendemos quem é Deus e deixamos de lutar com Ele. A felicidade surge quando permitimos que Deus seja a nossa força, quando deixamos que Ele nos capacite a viver em toda e qualquer circunstância, num processo de aprendizado para que seu nome seja glorificado.

Vivemos em uma sociedade consumista, onde as pessoas são avaliadas pelo que têm e sendo assim, investimos muito no ter. Contudo, antigamente as pessoas tinham um cavalo e este era utilizado até morrer. Hoje temos carros, mas passado dois anos, pensamos que está obsoleto e precisamos trocá-lo. Nossos computadores parecem ter prazo de validade e a cada novo lançamento de celular é uma loucura, pois o desejo de tê-lo vai nos consumindo. Vivemos insatisfeitos, porque ainda não aprendemos a depender de Deus e a desfrutar da felicidade que Ele produz em nossas vidas.

A felicidade não se encontra em coisas, ela encontra-se em uma pessoa e essa pessoa é o Deus Encarnado. Ela é Jesus. É interessante ver que o apóstolo Paulo inicia afirmando: “Muito me regozijo no Senhor”. Aquele que aprende a alegrar-se em Deus, vai passar pelas circunstâncias da vida com uma atitude diferente. Quem vive feliz com Deus e em Deus, não sobrevaloriza coisas transitórias para construir sua segurança pessoal e a sua fonte de felicidade. Quem se alegra em Deus, faz uso das coisas, mas não depende delas.

Para que possamos viver felizes, devemos aprender a alegrarmo-nos em Deus. Temos que nos sujeitar a Ele e depender dele que nos fortalece e supre todas as nossas necessidades e caminha conosco em toda e qualquer circunstância.

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