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Até quando?


Os dias atuais são angustiantes, uma vez que as notícias têm mostrado o aumento da violência em plena expansão, o aumento da pobreza e fome e, além do mais, vemos que os princípios divinos são deixados de lado, a política totalmente corrompida e a justiça está completamente inócua. Assim, diante de tal quadro, que nos revoltamos e bradamos aos céus: Até quando, Senhor?


Essa realidade não é nova, pois nos dias do profeta Habacuque ele vivia a mesma situação dos nossos dias e, foi por isso, que ele gritou para Deus:


Sentença revelada ao profeta Habacuque. Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida (Hc 1.1-4). 

O que aprendemos com o grito do profeta?


A primeira lição do texto é que devemos clamar pela intervenção divina. O profeta estava indignado e, em sua indignação, não aceitava que Deus não interviesse na situação em que se encontrava o seu povo. Da mesma forma, precisamos erguer nossas vozes e suplicar para que Deus intervenha, ainda que pensemos que Deus está distante e sem nos dar ouvidos.


A segunda lição é que não devemos nos conformar com a situação que a sociedade se encontra. O grito de Habacuque é o grito de alguém que está atento à sociedade, atento ao que acontece à sua volta e, por estar atento, tem senso crítico, vê toda a podridão que assola o país e não se conforma com a mesma. Portanto, é fundamental que estejamos atentos, que sejamos vigilantes e não aceitemos o descaso social, a violência e a injustiça. Não podemos nos conformar com tal sistema.


A terceira lição é que não podemos ser partícipes desse sistema maléfico. O profeta se recusa a viver e conviver nesse sistema, mas seu grito também mostra que ele não participa da exploração social, que ele não aceita que a justiça seja parcial e torcida. O texto mostra que o profeta sofre, mas permanece firme e confiante em Deus. Ela não aceita se corromper e, apesar de viver numa sociedade corrompida, prefere manter-se fiel a Deus e é por isso que ele se queixa para Deus.


Nossos dias, não são diferentes dos dias de Habacuque e o que temos que fazer é o mesmo que fez o profeta, erguer nossas vozes em oração a Deus. Terás a coragem de clamar ao Senhor, gritando: Até quando?

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