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Deturpações



Uma das questões que mais incomodam o ser humano é o que acontece depois de sua morte. Existe vida depois da morte? Qual é o destino de quem partiu? Mais ainda, há aqueles que afirmam que a morte define o fim de todas as coisas e que depois da morte vem o aniquilamento. O certo é que e esse pensamento não é algo típico de um ateu, de quem não acredita em Deus, mas a verdade é que até quem crê, muitas vezes pensa que a morte decreta o fim de todas as coisas. Essa realidade fica explícita no evangelho de Marcos, quando um grupo de religiosos que desejavam apanhar o Senhor Jesus em alguma falha, o questionavam sobre a ressurreição. Vejamos o que diz a narrativa de Marcos: “Depois vieram a Jesus alguns saduceus, líderes religiosos que afirmam não haver ressurreição dos mortos, e perguntaram: “Mestre, Moisés nos deu uma lei segundo a qual se um homem morrer sem deixar filhos, o irmão dele deve se casar com a viúva e ter um filho que dará continuidade ao nome do irmão. Numa família havia sete irmãos. O mais velho se casou e morreu sem deixar filhos. O segundo irmão se casou com a viúva, mas também morreu sem deixar filhos. Então o terceiro irmão se casou com ela. O mesmo aconteceu até o sétimo irmão, e nenhum deixou filhos. Por fim, a mulher também morreu. Diga-nos, de quem ela será esposa na ressurreição? Afinal, os sete se casaram com ela”. Jesus respondeu: “O erro de vocês está em não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus. Pois, quando os mortos ressuscitarem, não se casarão nem se darão em casamento. Nesse sentido, serão como os anjos do céu. “Agora, quanto a haver ressurreição dos mortos, vocês não leram a esse respeito nos escritos de Moisés, no relato sobre o arbusto em chamas? Deus disse a Moisés: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’. Portanto, ele é o Deus dos vivos, e não dos mortos. Vocês estão completamente enganados!” (Mc 12.18-27). O que aprendemos com esse texto?


A primeira coisa que aprendemos é que existem pessoas que se utilizam da religião como projeto de poder. Os saduceus eram os líderes religiosos dos dias de Jesus, mas que se haviam se associado às autoridades romanas para se manterem no poder. Eram a aristocracia sacerdotal e olhavam para a Lei pura desprezando as tradições orais e ligando-se ao poder político daqueles dias.


Além disso, eles conheciam as Escrituras, mas faziam uma interpretação equivocada da mesma.


A segunda aprendizagem é que há pessoas que deturpam as Escrituras para alimentar seus ideais. Os saduceus não criam na ressurreição e, por isso, deturpavam os ensinos da Lei para assegurar os seus preceitos. Jesus mostra que eles estavam errados e o erro era justamente por não compreenderem as Escrituras e muito menos o poder de Deus.


O Senhor Jesus ensina que quem vive de uma religiosidade vazia, deturpa as Escrituras para poder dar credibilidade a sua crença.


Por último, Jesus mostra que Deus é o Deus dos vivos, portanto, a morte não determina o fim da nossa existência. Sendo assim, a morte é apenas uma breve separação, mas a vida continua e há de chegar o momento em que a ressurreição acontecerá.


O Senhor nos ensina que há pessoas que, deliberadamente, corrompem as Escrituras para fazerem valer as suas ideias e alimentar seus próprios conceitos ao rejeitarem o verdadeiro ensino do Mestre. Portanto, não deturpe a Palavra, mas obedeça o que o Mestre ensina em sua Palavra.


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