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Jesus: O Deus escondido


Há momentos em que pensamos que Deus está distante, em silêncio e que, por mais que o procuremos, não o encontramos, parecendo até que que Deus está escondido. Entretanto, não o encontramos porque estamos buscando de maneira errada. Devemos recordar o que disse o profeta Jeremias: “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jer 29.13). Deus se oculta, se esconde e só pode ser encontrado quando O buscamos com sinceridade de coração. Jesus é o Deus escondido que deseja ser encontrado por nós. É interessante pensarmos na vida de Jesus, pois ela foi um mistério. Sabemos do seu nascimento, mas nada sabemos de sua vida no Egito. Temos notícia que seus pais regressaram e foram viver na Galiléia e que aos doze anos ele esteve em Jerusalém, mas escondeu-se novamente e só reapareceu quando estava na casa dos trinta e realizou seu ministério, muitas vezes afastando-se das pessoas, recolhendo-se, mas é verdade que Ele não podia ocultar-se (Mc 7.24). Jesus é o Deus revelado, o Deus que desceu mas também é o Deus escondido, pois prefere trabalhar no segredo.


O profeta Amós fala do juízo do Senhor, fala-nos também do dia do Senhor que é uma referência ao reino messiânico, mas este dia já chegou e na verdade é o nosso tempo. Jesus, o Deus escondido, é também o Deus encarnado que veio ao mundo para nos manifestar o amor do Pai, que deseja ser encontrado por todos, mas para que isto aconteça, é essencial buscá-lo de todo o coração, com sinceridade. Mas é importante meditarmos no que escreveu o profeta Amós:


“Está chegando o tempo, diz o Senhor Soberano, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. As pessoas andarão sem rumo, de mar em mar e de um extremo ao outro, em busca da palavra do Senhor, mas não a encontrarão. Naquele dia, moças belas e rapazes fortes desmaiarão de sede. E aqueles que juram pelos ídolos de Samaria, que fazem juramentos em nome do deus de Dã e votos em nome do deus de Berseba, todos eles cairão e nunca mais se levantarão” (Am 8.11-14). 

O que podemos aprender com esse texto?


Primeiro, as pessoas estão sedentas e em busca de Deus. O profeta Amós declarou que no dia do Senhor seria o próprio Senhor que enviaria esta fome e sede de Deus no coração das pessoas. Este momento é um processo de Deus, é Ele agindo na vida das pessoas. Dessa forma, se pararmos e olharmos atentamente, veremos as pessoas em busca de sentido de vida, voltando-se para a espiritualidade. O texto de Amós diz que jovens sairão do Norte para o Oriente buscando a palavra do Senhor e se formos sinceros, teremos que concluir que as pessoas estão sedentas de Deus e isto fica patente quando entramos em uma livraria e vemos a quantidade de livros que sobre espiritualidade. Há em nossos dias fome e sede de Deus e as pessoas estão buscando-o, muitas vezes de maneira errada, mas elas estão sedentas de Deus e, é nessa busca incessante, sem grandes luzes, que as coisas acontecem e se dão no interior do ser. “Na perspetiva de Deus, as coisas que realmente interessam raramente acontecem em público.”

Segundo, Jesus está escondido dentro do coração dos seus seguidores, ou seja, grande parte da obra que Deus realiza em nós ficará sempre escondida. Ele está em nós e deseja se manifestar aos outros através de nós. Deus vem a nós e trabalha quieto e em silêncio em nosso coração. Ele que é a Luz do mundo, afirmou que os seus discípulos são o sal e a luz do mundo. Portanto, os discípulos devem permitir que a luz de Cristo seja vista em suas vidas e que eles preservem a vida, a sociedade e, fundamentalmente que eles deem sabor à uma sociedade vazia e despida de sentindo. Cristo, o Deus escondido, que habita em nós, precisa ser refletido através de nós a todos os que andam com fome e sede, procurando um encontro pessoal com Ele.

Jesus é o Deus escondido que anseia ser revelado aos sedentos e isso se dá através do viver de seus discípulos. Cristo nos chama para sermos seus discípulos. Contudo, entendamos o que declarou Bonhoeffer: “O discipulado está comprometido com o Mediador, e, onde quer que se fale adequadamente do discipulado, fala-se do Mediador Jesus Cristo, o Filho de Deus. Somente o Mediador, Deus que se fez humano, pode chamar ao discipulado.”

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