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Mantenha o foco


Toda pessoa que se aventura a novos desafios deve estar preparada para enfrentar críticas e a revolta dos inimigos. Ela precisa estar pronta para enfrentar os detratores e os zombadores que surgirão no caminho. Entretanto, é essencial manter o foco e seguir adiante. A Escritura nos apresenta Neemias e mostra-nos como foi que ele lidou com toda essa situação. Nesse sentido, é recomendável lermos e refletirmos a narrativa dele para aprendermos a seguir em frente:


Sambalate ficou furioso quando soube que estávamos reconstruindo o muro. Indignou-se e zombou dos judeus. Disse na presença de seus companheiros e dos oficiais do exército samaritano: O que esse punhado de judeus fracos pensa que está fazendo? Imaginam que serão capazes de construir o muro em um dia só porque ofereceram alguns sacrifícios? Pensam que podem fazer algo com as pedras queimadas que tiraram de um monte de entulho? Tobias, o amonita, estava ao seu lado e comentou: "Basta uma raposa subir lá, e esse muro de pedra desaba! Então orei: Ouve-nos, nosso Deus, pois estamos sendo ridicularizados. Que essa zombaria caia sobre a cabeça deles, e que eles próprios se tornem prisioneiros numa terra estrangeira! Não ignores sua culpa. Não apagues seus pecados, pois provocaram tua ira aqui, diante dos construtores. Por fim, o muro foi reconstruído até metade de sua altura ao redor de toda a cidade, pois o povo trabalhou com entusiasmo. No entanto, quando Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os asdoditas souberam que a obra avançava e que as brechas no muro de Jerusalém estavam sendo fechadas, encheram-se de ira. Eles planejaram vir, lutar contra Jerusalém e causar confusão em nosso meio. Mas nós oramos a nosso Deus e colocamos guardas na cidade de dia e de noite para nos proteger. Então o povo de Judá começou a se queixar: Os trabalhadores estão cansados, e ainda há muito entulho para remover. Não seremos capazes de construir o muro sozinhos. Enquanto isso, nossos inimigos diziam: Antes que eles se deem conta do que está acontecendo, cairemos sobre eles e os mataremos, acabando com seu trabalho. Os judeus que moravam perto dos inimigos nos disseram diversas vezes: Eles virão de todas as direções e nos atacarão! Por isso, coloquei guardas armados atrás das partes mais baixas do muro e nos lugares mais expostos. Dividi-os por famílias, para que montassem guarda armados com espadas, lanças e arcos. Examinei a situação, reuni os nobres, os oficiais e o restante do povo e lhes disse: Não tenham medo do inimigo! Lembrem-se do Senhor, que é grande e temível, e lutem por seus irmãos, seus filhos, suas filhas, suas esposas e seus lares! Quando nossos inimigos descobriram que sabíamos de seus planos e que Deus os havia frustrado, todos nós voltamos ao trabalho no muro. Dali em diante, porém, apenas metade de meus homens trabalhava, pois a outra metade ficava de guarda com lanças, escudos, arcos e couraças. Os líderes ficavam na retaguarda de todo o povo de Judá, que construía o muro. Os trabalhadores prosseguiram com a obra; com uma das mãos levavam as cargas, enquanto, com a outra, seguravam uma arma. Todos os construtores tinham uma espada presa à cintura. O tocador de trombeta ficava comigo para dar o sinal de alerta. Então expliquei aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: A obra é extensa, e estamos muito separados uns dos outros ao longo do muro. Quando ouvirem o toque da trombeta, corram para onde ele soar. Nosso Deus lutará por nós. Trabalhávamos o dia inteiro, do nascer ao pôr do sol, e metade dos homens estava sempre de guarda. Nessa ocasião, eu disse aos que moravam fora dos muros que passassem a noite em Jerusalém. Assim, eles e seus servos poderiam ajudar na guarda à noite e trabalhar durante o dia. Nenhum de nós — nem eu, nem meus parentes, nem meus servos, nem os guardas que estavam comigo — trocava de roupa. Carregávamos sempre nossas armas, até mesmo quando íamos beber água(Ne 4.1-23). 

Vejamos as lições que aprendemos com esse texto.

Aprendemos que na vida enfrentaremos a ira e o escárnio. O texto deixa claro que o processo começa com ira e escárnio. Quando alguém inicia um projeto deve estar preparado e sabendo que surgirão aqueles que ficarão irados e irão escarnecer de você. Entretanto, Neemias afirma que o escárnio e a ira são combatidos com oração. Diante de tudo o que fizeram com ele, ele orou, falou com Deus e entregou ao Senhor o problema que enfrentou e não se preocupou com o que falavam ao seu respeito. Portanto, observa-se, que é essencial ter uma vida de oração. Oração é um estilo de vida e é esta a grande lição que Neemias nos transmite em todo o seu relato.

Aprendemos que na vida enfrentaremos ameaças de violência. O texto mostra que houve uma coligação para guerrear contra o povo de Deus. Entretanto, Neemias manteve o foco, mas agiu com prudência. Sendo assim, ele nos ensina que só poderemos enfrentar as ameaças de violência com união, aproximando-nos uns dos outros. Devemos nos unir para enfrentar os ataques dos nossos inimigos.

Aprendemos que teremos que enfrentar também o desânimo. Esse é um ponto muito sério e que todos enfrentam e que, num momento ou outro, já tivemos o desejo de abandonar o barco. Esse é um inimigo cruel, pois é interno e, apesar de acontecer por causa de pressões externas, ele parte do nosso interior. Quando o desânimo chega, a dor se instala nos corações, mas Neemias diz que só poderemos enfrentar o desânimo voltando os nossos olhos para o Senhor. Ele afirma: “lembrai-vos do Senhor, grande e temível”. O primeiro ponto é a certeza de que o Senhor é Soberano. É olhar para o Senhor que nos guarda e não nos deixa cair. Lembremos sempre que é o Senhor é quem renova as nossas forças. Portanto, não devemos ficar presos às circunstâncias.

Todos temos a consciência sobre o quanto o desânimo é terrível e como ele nos leva ao fundo do poço. Somos seres humanos e propensos a este monstro terrível, mas devemos enfrentar o desânimo olhando para o Senhor, voltando-nos para o nosso Deus.

Diariamente, enfrentamos muitos problemas uma vez que somos muitas vezes escarnecidos, zombados. Outras vezes somos ameaçados e todas essas pressões podem fazer com que fiquemos enfraquecidos e desanimados. Porém, quando assumimos a postura correta podemos desfrutar da vitória que o Senhor nos concede. Como? Quando investirmos tempo em oração e buscarmos os nossos irmãos para estarmos juntos. Venceremos o desânimo ao voltarmos nossa atenção para o Senhor e para o projeto que Ele tem traçado para nós. Vivamos portanto, assim, para honra e glória do Senhor.

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