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O coração da nossa existência


Viver é muito mais que existir. Todos existimos, mas precisamos viver e dar sentido à vida. Mas, o que nos move e nos faz viver? Martin Luther King afirmou: “Quem não tem uma causa pela qual morrer não tem motivo para viver.” Como cristãos afirmamos que Jesus é o centro do nosso ser e, dessa forma, ele se configura como o coração da nossa existência e quem nos dá sentido de vida. Estamos falando de espiritualidade, mas o que é a espiritualidade ou melhor, como é que podemos viver espiritualmente?


Henri Nouwen disse que espiritualidade é “Viver com Jesus no centro” e esse é o nosso desafio, pois devemos entender que nossa existência, a maneira como vivemos neste mundo que jaz no maligno (Jo 5.19), deve ser diferenciado. Não podemos nos governar e muito menos viver conformados. Nossa mente tem que ser conforme a mente de Cristo (1 Co 2.16). Logo podemos então afirmar que viver uma espiritualidade saudável e uma vida espiritual saudável é ter Jesus no centro. O apóstolo Paulo exemplifica-nos essa realidade em duas declarações, a saber:


“Pois para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1.21) e “Fui crucificado com Cristo; assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Portanto, vivo neste corpo terreno pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2.20). 

Sendo assim, precisamos entender que a nossa vida, a maneira como vivemos, deve ser o espelhar e refletir Cristo, mas o que me leva a desejar viver esta vida centrada em Cristo e permitir que Cristo viva através de mim?


Primeiro, para que Cristo seja o coração da existência, preciso saber quem Ele é. A questão não é crer em Jesus, mas sim saber quem ele é, pois o próprio Senhor questionou os seus discípulos para saber quem o povo dizia ser o Filho do homem e depois questionou-os para saber quem eles diziam ser Ele. A resposta de Pedro foi: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (Mt16.13-16). É fundamental crer em Jesus, mas muito mais do que crer é preciso saber quem ele é.


Segundo, para que Cristo seja o coração da nossa existência tudo o que fazemos deverá glorificá-lo. O nosso viver é Cristo e, por isso, tudo o que fazemos deverá manifestá-lo. Jesus é o sentido da nossa existência e, se assim é, Ele deve ser visto em nós, nas nossas atitudes. Portanto, deve se fazer real em nós o que disse João, o Batista: “Importa que ele cresça, e eu diminua” (Jo 3.30). É preciso que a nossa vida e as atitudes da vida manifestem Jesus. Quando o Senhor Jesus é o nosso sentido de vida, aquilo que fazemos, o modo como vivemos, glorifica a Cristo e a forma como nos relacionamos com Ele. É fazer tudo com o desejo de que a glória dele se manifeste. O apóstolo Paulo escreveu o seguinte: “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai” (Cl 3.17). Portanto, para Paulo a sua existência está vincada em Cristo. Seu sentido de vida, seu propósito é fazer Cristo conhecido.


Terceiro, para que Cristo seja o coração da nossa existência, Ele necessita ser visto em tudo o que fazemos, ou seja, necessitamos ter uma vida de comunhão com ele e permanecer nele, buscando fazê-lo conhecido dos demais. Fazer Cristo conhecido dos demais é testemunhar sobre quem ele é em nossas vidas. Se professamos que conhecemos a Cristo e sabemos quem ele é e o chamamos de Senhor, será fundamental que mantenhamos um relacionamento íntimo com Ele.

Quarto, para que Cristo seja o coração da nossa existência, devemos manter comunhão com ele. Nesse sentindo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Logo, a vida é vivida através da fé e em comunhão com Cristo. A pessoa que está em Cristo é agora morada do Senhor e precisa ter em mente o que afirmou Henri Nouwen: “A nossa vida em Cristo e o nosso ministério em seu nome pertencem-se mutuamente, como as duas traves da cruz”.

Todo aquele que se afirma cristão, deve ter Cristo como o coração de sua existência e, sendo assim, deve no dia a dia ser Cristo vivo no tempo e na história para aqueles com quem convive.

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