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O juiz


No Antigo Testamento, nos tempos do Rei Salomão, alguns juízes comportavam-se de maneira a não fazerem justiça. Corrompidos, tais magistrados praticavam a maldade ao não exercerem, com dignidade, a tarefa para qual foram designados.

Atualmente lemos, notícias mostrando em determinados países, juízes e desembargadores que tiram proveito de suas funções e privilegiam os seus protegidos. Entretanto, o livro de Eclesiastes mostra que o autor viu que a injustiça imperava em seus dias e o que prevalecia era a impiedade. Mediante essa realidade, o autor de Eclesiastes parou para refletir e avaliar a situação muito além do momento. Vejamos o que ele afirmou:


Observei também que debaixo do sol há maldade onde deveria haver justiça. Sim, até os tribunais são corruptos. Disse a mim mesmo: “No devido tempo, Deus julgará tanto os justos como os perversos, por tudo que fizeram”. Também refleti sobre a condição humana, como Deus mostra às pessoas que elas não são melhores que os animais. Pois tanto pessoas como animais têm o mesmo destino: ambos respiram e ambos morrem. As pessoas não têm vantagem alguma sobre os animais. Isso não faz o menor sentido! Todos vão para o mesmo lugar: vieram do pó e a ele retornam. Afinal, quem pode afirmar que o espírito dos seres humanos vai para cima e o espírito dos animais desce para a terra? Vi, portanto, que a melhor coisa a fazer é alegrar-se com seu trabalho. É isso que nos cabe na vida. Ninguém nos trará de volta para ver o que acontece depois que morremos (Ec 3.16-22). 

Quais são as lições que esse texto nos ensina?


A primeira lição que o texto ensina é que, nos tempos de Salomão, havia legisladores que se permitiam ser corrompidos. O autor parou para observar e viu que aqueles que deveriam julgar as causas, que deveriam ser imparciais, eram parciais e corruptos. Entretanto, a justiça deve ser imparcial e julgar com sabedoria e na observância das leis, sem privilegiar qualquer pessoa ao manifestar a sua sentença.


A segunda lição que o texto nos ensina é que a morte é uma realidade existencial que atinge a todos. De igual forma, tanto seres humanos, tal a brevidade da vida, passarão pela morte. A realidade é que todos, independente de serem bons ou maus, irão passar pela morte e tal qual todos os seres vivos. Portanto, o autor de Eclesiastes percebeu que o homem é pó e ao pó tornará e toda a sua arrogância será extinta.


Por último, o texto ensina que Deus é o Soberano Juiz. O autor afirma que o homem deve viver desfrutando da vida, mas ao fazê-lo precisa estar consciente de que irá prestar contas Àquele que julga corretamente e que não se deixa corromper por ninguém. Sendo assim, é fundamental que nos submetamos aos ensinamentos de Deus e vivamos em conformidade aos seus ensinamentos.


Sendo falho e pecador, o ser humano aca por prejudicar os seus julgamentos, e por isso, a justiça humana pode até, em certas ocasiões ser parcial, mas lembre-se que Deus é o justo juiz.

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