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Somos todos iguais?



A declaração Universal dos Direitos Humanos diz em seu Artigo 1º Liberdade e igualdade de todos os seres humanos. Artigo 2º Não discriminação. Esses artigos foram aprovados na Assembleia Geral das Nações Unidas, mas como entender que, os Países que aprovaram esses artigos, sintam a necessidade de promover no ano de 2001 a terceira Conferência Mundial conta o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Formas Relacionadas de Intolerâncias?

Sendo simplista, mas não simplório, a resposta é clara, somos preconceituosos e não nos achamos iguais. Fazemos discriminação entre as pessoas. Afirmamos que precisamos viver em uma sociedade plural e igual, mas a verdade é que não gostamos de conviver com os diferentes. Queremos que tudo seja feito da nossa maneira e que todos se enquadrem em nosso padrão.

Se somos discriminatórios e preconceituosos, como é que fica a igreja nessa história? Será que ela também discrimina as pessoas? A igreja, que é uma comunidade constituída de seres humanos falhos, é preconceituosa sim. Não deveria sê-lo, mas é e ao fazer acepção de pessoas, está cometendo pecado, pois a Escritura diz: “Deus não faz acepção de pessoas” (Tg 2.1-4).

As pessoas anseiam por um lugar onde possam ser amadas e aceitas como elas são e o desafio da igreja é esse. Ela deve aceitar as pessoas como elas são e estão, pois foi o que o Senhor Jesus fez, amou o mundo, as pessoas e se identificou com elas e permitiu que elas fossem transformadas pelo seu amor e perdão. Ele condenou o pecado, mas amou o pecador e é isso que nós, seus discípulos (Igreja) devemos fazer.

Mesmo sendo difícil, devemos reconhecer que falhamos. Fugimos do nosso ideal. Contudo, o que precisamos fazer para ser esse lugar onde as pessoas são acolhidas e aceitas, sentindo-se seguras e amadas pelo que elas simplesmente são: seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus?

É essencial morrermos para nós próprios. Devemos deixar de ser egoístas, desejando que o mundo gire à nossa volta. Temos que permitir que Cristo realmente viva através de nós (Gl 2.20) e desenvolver em nossas vidas o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus (Fp 2.5).

Precisamos amar o outro como a nós próprios. Fazer a eles o que gostaríamos que fizessem a nós (Mt 7.12). Se agirmos assim, a igreja realmente será um lugar onde não haverá “judeu, nem grego, nem escravo, nem liberto: nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus (Gl 3.28).

Eu luto e anseio para que todos sejamos iguais. Batalho para que a igreja seja essa lugar de acolhimento e aceitação e tu?


#próximo #irmão #pessoas #amor

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