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Uma mensagem de esperança



José Saramago foi um excelente escritor. Ele foi alguém que soube utilizar o poder da escrita para intervir na política. Afirmava-se ateu, apesar de tê-lo visto muitas vezes agradecer a Deus por algumas situações da vida. Contudo, este excelente escritor foi uma pessoa sem esperança.

No ano de 2004, Saramago concedeu uma entrevista à revista VISÃO e disse: "dói-me profundamente, saber que não terei outra vida e sair deste… mundo sem nenhuma esperança. Que é feito das grandes esperanças, da felicidade, da fraternidade universal? E o que é que se faz no sentido de modificar séria e responsavelmente tal situação? E ele continua mais à frente: "sente-se uma necessidade de voltar atrás, uma insatisfação, sobretudo dos jovens perante um mundo que já não oferece nada, só vende!" (VISÃO N° 577) Saramago expressou o seu desespero, mas o desejo de voltar atrás. Nicodemos também desejou voltar atrás, mas Jesus disse-lhe que ele teria que seguir em frente e abrir seus horizontes para uma nova realidade (Jo 3.4-8). A solução para José Saramago e para os jovens que ele citou seria encontrarem-se com Jesus. Não o Jesus da religião, mas o Jesus Senhor da história e do Universo.

Nossa sociedade está sem esperança, tal qual estava Saramago. Ela está desiludida tanto com a política, como com a religião que tenta garantir a salvação do homem, mas que na realidade escraviza o ser humano. A religião tende a escravizar e matar o homem. Foi por este motivo que Jesus viveu livre e sempre longe dos religiosos dos seus dias. Aliás, foram os religiosos que sempre criticaram as suas atitudes.

A verdadeira igreja segue o exemplo de Jesus. Ela vive livre e tem uma mensagem de transformação e esperança para o homem. Como afirmou Rubem Amorese: "Se somos cristãos, então a esperança é o nosso alimento. Esperança é o nosso negócio. Somos agentes da esperança; esperança é o nosso ministério, e nos tornamos ministros da reconciliação e ministros da esperança. Esperança é o nosso legado aos nossos filhos. Se não temos esperança para legar, nossos filhos nada herdarão. Ao contrário, correm o risco de, na falta de algo melhor, herdarem uma perniciosa fixação e idolátrica dependência dos bens que lhe deixarmos". Se assim for, se não tivermos este legado de esperança que se projeta para o futuro, será real o que disse Paulo: "Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima." (1 Cor 15.19).

Saramago fez outra declaração que deve ser vivida por nós: "Ofensa pública, desculpas públicas." Isto é real. Deve ser assumido por cada um de nós. Também é real que uma declaração de amor pública deve ter uma resposta pública. Jesus demonstrou publicamente seu amor por nós. Sendo assim, é inconcebível que a nossa declaração de amor a Ele seja feita dentro das quatro paredes, daquilo que hoje chamamos igreja. Precisamos ter coragem de assumi-lo publicamente. Todos devem saber o quanto amamos o nosso Senhor e Salvador. Não é apenas saber que somos "cristãos", pois "cristãos" há muitos. Os que nos rodeiam precisam ver em nossas vidas a expressão do amor que temos pelo Senhor.

A esperança. Ela é a base da nossa disciplina. A disciplina sempre visa um fim benéfico, mesmo que o processo seja doloroso. Contudo, quando a esperança se vai, já não se tem perspectivas. Não há motivos para disciplinar. É o deixa acontecer. Foi por isso, que Saramago sofreu. Contudo, nós esperamos no Senhor, na certeza de que o melhor está por vir.

Sou alguém que espera, às vezes desespera, mas mantenho viva a chama da esperança, pois quem espera sempre alcança.


#vida #esperança #fé #Deus #JesusCristo

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